De repente, me vejo num planeta,
um planeta que criei longamente
No mundo dos abraços
No mundo dos teus braços,
nao tem lua nem estrela
Não tem eira, nao tem beira
Não sei se é amor se é paixao,
que confusão
É meu mundo, minha namorada,
terra estranha, por mim habitada
Meu planeta, minha namorada
Terra estranha por mim habitada
É o começo, meu fim, meu meio
Perco minha vida
e me enterro no seu seio
É meu mundo, minha namorada
Terra estranha por mim habitada
Um planeta, sem lua nem estrela
Um planeta, não tem eira, nao tem beira
Neste mundo
Finquei minha bandeira
Meu planeta, minha namorada
Terra estranha,
por mim habitada
autor: Diogo Crescenti (Don)
Deixo aqui alguns de meus pensamentos, quando não forem meus, com certeza são um pouco de mim, com os créditos seus autores, faça o mesmo, caso queira utilizar algo, dê o crédito a quem de direito. Encontrará tambem um pouco de humor, curiosidades, etc
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
sábado, 10 de janeiro de 2009
Dúvida
Me pergunto se é certo ou errado
Querer contigo simplesmente estar em paz
Da minha vida ja não sei mais o que busco
Passaro solto sem saber o que cantar
Uma criança a procura de carinho
Um grande homem, sem saber porque sonhar
E me pergunto se é certo ou errado
Querer contigo simplesmente caminhar
Na sua vida, ja não sei mais o que busco
Melhor viver o que eu possa imaginar
Por tanto sim, por tanto amor, por tanto não
Eu fico sempre com o lado da emoção
Menino ingebuo, sem saber porque lutar
E em seus olhos estampadas sua duvidas
Nas mão fechadas um segredo se derrama,
na minha pele quando acariciar
O cheiro do desejo se exala e se proclama,
a amizade continua, mesmo na extensao da cama
A viida passa, eu continuo e me pergunto
Como é possivel controlar quando se ama
Pior viver com as marcas da saudade
e ter no peito estampada a liberdade
A liberdade que não passa de um sonho,
e todo sonho o meu ser consome.
autor: Diogo Crescenti (Don)
Querer contigo simplesmente estar em paz
Da minha vida ja não sei mais o que busco
Passaro solto sem saber o que cantar
Uma criança a procura de carinho
Um grande homem, sem saber porque sonhar
E me pergunto se é certo ou errado
Querer contigo simplesmente caminhar
Na sua vida, ja não sei mais o que busco
Melhor viver o que eu possa imaginar
Por tanto sim, por tanto amor, por tanto não
Eu fico sempre com o lado da emoção
Menino ingebuo, sem saber porque lutar
E em seus olhos estampadas sua duvidas
Nas mão fechadas um segredo se derrama,
na minha pele quando acariciar
O cheiro do desejo se exala e se proclama,
a amizade continua, mesmo na extensao da cama
A viida passa, eu continuo e me pergunto
Como é possivel controlar quando se ama
Pior viver com as marcas da saudade
e ter no peito estampada a liberdade
A liberdade que não passa de um sonho,
e todo sonho o meu ser consome.
autor: Diogo Crescenti (Don)
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Te entrego

Te entrego
Te entrego meus dias
Meus dias descrentes
Te entrego o presente
nos dias futuros
Te entrego o olhar
Meu olhar ausente
Te entrego essa noite
da estrela apagada
Que ontem nos via,
Que hoje não vejo
Teu vasto cabelo
que cobre meu beijo
O manto da noite
de negro breu
Um beijo puro
Puro e só seu
Entrego conciente, tudo que tinha
Me entrego conciente
de que ja não és minha.
autor: Diogo Crescenti (Don)
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Algo mais
A vida que leva
O Nada leva a nada
A Incoerência de seus atos, adormece sua busca
Deixando marginalizado seu puro desejo
A incoerência de seus atos, alimenta seu égo,
Adormece sua mente.
Viver é algo mais que possuir.
Ela não ama a vida que leva, que a nada leva.
Na fruição de seu corpo., ele te possui
e quando sua mente dele necessita, se nega.
A busca esta dormente, a incoerência de seus atos
adormece sua busca e a nada leva
Autor: Diogo Crescenti (Don)
O Nada leva a nada
A Incoerência de seus atos, adormece sua busca
Deixando marginalizado seu puro desejo
A incoerência de seus atos, alimenta seu égo,
Adormece sua mente.
Viver é algo mais que possuir.
Ela não ama a vida que leva, que a nada leva.
Na fruição de seu corpo., ele te possui
e quando sua mente dele necessita, se nega.
A busca esta dormente, a incoerência de seus atos
adormece sua busca e a nada leva
Autor: Diogo Crescenti (Don)
Tudo em seu tempo

TUDO tem o seu tempo determinado,
e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
Há tempo de nascer, e tempo de morrer;
tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
Tempo de matar, e tempo de curar;
tempo de derrubar, e tempo de edificar;
Tempo de chorar, e tempo de rir;
tempo de prantear, e tempo de dançar;
Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras;
tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;
Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar,
e tempo de lançar fora;
Eclesiastes 3:1
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Refazer-se

Tem certas coisas, que a gente sente,
E não sabe dizer o porquê.
Mudar tudo que sinto e não sentir você.
Onde estão as promessas?
Onde estão os desejos?
Onde esta você, onde esta você?
Falsa promessa de vida
E eu que gostava da vida
Onde esta você?
Onde estão os porquês?
Tem certas coisas que a gente diz.
Sem entender o porquê
Refazer o que sinto e não sentir você.
Onde estão as promessas?
Onde estão os desejos?
Onde esta você?
Tem certas coisas que a gente sente
Sem entender o porquê.
Voa meu pensamento.
Voa meu sentimento.
Autor: Diogo Crescenti (Don)
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Um dia você aprende

" Depois de algum tempo você aprende a diferença , a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E você aprende que amar não significa apoiar-se e que companhia nem sempre significa segurança.
Começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas.
E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam...
E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la, por isso.
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.
Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar à pessoa que se quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quanto aniversário você celebrou.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém,algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar.....que realmente é forte,e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.
E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida.
Nossas “dádivas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar..”
"William Shakespeare"
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Tudo acaba em pizza

Esta é sem dúvida alguma uma das expressões mais comuns no Brasil, muito usada quando alguém quer criticar a política nacional - “tudo acabou em pizza.”
Quando alguma coisa errada é discutida e não terá uma solução ,ou seja, sem que ninguém seja punido.
O termo surgiu através do futebol.
Na década de 60, alguns cartolas palmeirenses se reuniram para resolver alguns problemas e durante 14 horas seguidas de brigas e discussões, estavam morrendo de fome. Então, todos foram a uma pizzaria, tomaram muito chope e pediram 18 pizzas gigantes, depois disso, foram para casa e a paz reinou absolutamente. Depois desse episódio, Milton Peruzzi, que trabalhava na Gazeta Esportiva, fez uma manchete: “Crise do Palmeiras termina em pizza”, daí em diante o termo pegou.
Pesquisa em diversas fontes
Quando alguma coisa errada é discutida e não terá uma solução ,ou seja, sem que ninguém seja punido.
O termo surgiu através do futebol.
Na década de 60, alguns cartolas palmeirenses se reuniram para resolver alguns problemas e durante 14 horas seguidas de brigas e discussões, estavam morrendo de fome. Então, todos foram a uma pizzaria, tomaram muito chope e pediram 18 pizzas gigantes, depois disso, foram para casa e a paz reinou absolutamente. Depois desse episódio, Milton Peruzzi, que trabalhava na Gazeta Esportiva, fez uma manchete: “Crise do Palmeiras termina em pizza”, daí em diante o termo pegou.
Pesquisa em diversas fontes
Tabela de Bodas

Boda é a celebração, civil ou religiosa, que celebra o casamento. Desta forma, a cada ano existe um material que representa uma nova etapa - Conforme Tabela abaixo.
1 ano - Bodas de Papel
2 anos - Bodas de Algodão
3 anos - Bodas de Trigo ou Couro
4 anos - Bodas de Flores e Frutas ou Cera
5 anos - Bodas de Madeira ou Ferro
6 anos - Bodas de Perfume ou Açúcar
7 anos - Bodas de Latão ou Lã
8 anos - Bodas de Papoula ou Barro
9 anos - Bodas de Cerâmica ou Vime
10 anos -Bodas de Estanho ou Zinco
11 anos - Bodas de Aço
12 anos - Bodas de Seda ou Onix
13 anos - Bodas de Linho ou Renda
14 anos - Bodas de Marfim
15 anos - Bodas de Cristal
16 anos - Bodas de Safira ou Turmalina
17 anos - Bodas de Rosa
18 anos - Bodas de Turquesa
19 anos - Bodas de Cretone ou Água Marinha
20 anos - Bodas de Porcelana
21 anos - Bodas de Zircão
22 anos - Bodas de Louça
23 anos -Bodas de Palha
24 anos -Bodas de Opala
25 anos -Bodas de Prata
26 anos -Bodas de Alexandrita
27 anos -Bodas de Crisopázio
28 anos -Bodas de Hematita
29 anos -Bodas de Erva
30 anos -Bodas de Pérola
31 anos - Bodas de Nácar
32 anos - Bodas de Pinho
33 anos - Bodas de Crizo
34 anos - Bodas de Oliveira
35 anos - Bodas de Coral
36 anos - Bodas de Cedro
37 anos - Bodas de Aventurina
38 anos - Bodas de Carvalho
39 anos - Bodas de Mármore
40 anos - Bodas de Rubi ou Esmeralda
41 anos - Bodas de Seda
42 anos - Bodas de Prata Dourada
43 anos - Bodas de Azeriche
44 anos - Bodas de Carbonato
45 anos - Bodas de Platina ou Safira
46 anos - Bodas de Alabastro
47 anos - Bodas de Jaspe
48 anos - Bodas de Granito
49 anos - Bodas de Heliotrópio
50 anos - Bodas de Ouro
51 anos - Bodas de Bronze
52 anos - Bodas de Argila
53 anos - Bodas de Antimônio
54 anos - Bodas de Níquel
55 anos - Bodas de Ametista
56 anos - Bodas de Malaquita
57 anos - Bodas de Lápis Lazuli
58 anos - Bodas de Vidro
59 anos - Bodas de Cereja
60 anos - Bodas de Diamante ou Jade
61 anos - Bodas de Cobre
62 anos - Bodas de Telurita
63 anos - Bodas de Sândalo
64 anos - Bodas de Fabulita
65 anos - Bodas de Ferro ou Safira
66 anos - Bodas de Ébano
67 anos - Bodas de Neve
68 anos - Bodas de Chumbo
69 anos - Bodas de Mercúrio
70 anos - Bodas de Vinho
75 anos - Bodas de Brilhante ou Alabastre
80 anos -Bodas de Nogueira ou Carvalho
1 ano - Bodas de Papel
2 anos - Bodas de Algodão
3 anos - Bodas de Trigo ou Couro
4 anos - Bodas de Flores e Frutas ou Cera
5 anos - Bodas de Madeira ou Ferro
6 anos - Bodas de Perfume ou Açúcar
7 anos - Bodas de Latão ou Lã
8 anos - Bodas de Papoula ou Barro
9 anos - Bodas de Cerâmica ou Vime
10 anos -Bodas de Estanho ou Zinco
11 anos - Bodas de Aço
12 anos - Bodas de Seda ou Onix
13 anos - Bodas de Linho ou Renda
14 anos - Bodas de Marfim
15 anos - Bodas de Cristal
16 anos - Bodas de Safira ou Turmalina
17 anos - Bodas de Rosa
18 anos - Bodas de Turquesa
19 anos - Bodas de Cretone ou Água Marinha
20 anos - Bodas de Porcelana
21 anos - Bodas de Zircão
22 anos - Bodas de Louça
23 anos -Bodas de Palha
24 anos -Bodas de Opala
25 anos -Bodas de Prata
26 anos -Bodas de Alexandrita
27 anos -Bodas de Crisopázio
28 anos -Bodas de Hematita
29 anos -Bodas de Erva
30 anos -Bodas de Pérola
31 anos - Bodas de Nácar
32 anos - Bodas de Pinho
33 anos - Bodas de Crizo
34 anos - Bodas de Oliveira
35 anos - Bodas de Coral
36 anos - Bodas de Cedro
37 anos - Bodas de Aventurina
38 anos - Bodas de Carvalho
39 anos - Bodas de Mármore
40 anos - Bodas de Rubi ou Esmeralda
41 anos - Bodas de Seda
42 anos - Bodas de Prata Dourada
43 anos - Bodas de Azeriche
44 anos - Bodas de Carbonato
45 anos - Bodas de Platina ou Safira
46 anos - Bodas de Alabastro
47 anos - Bodas de Jaspe
48 anos - Bodas de Granito
49 anos - Bodas de Heliotrópio
50 anos - Bodas de Ouro
51 anos - Bodas de Bronze
52 anos - Bodas de Argila
53 anos - Bodas de Antimônio
54 anos - Bodas de Níquel
55 anos - Bodas de Ametista
56 anos - Bodas de Malaquita
57 anos - Bodas de Lápis Lazuli
58 anos - Bodas de Vidro
59 anos - Bodas de Cereja
60 anos - Bodas de Diamante ou Jade
61 anos - Bodas de Cobre
62 anos - Bodas de Telurita
63 anos - Bodas de Sândalo
64 anos - Bodas de Fabulita
65 anos - Bodas de Ferro ou Safira
66 anos - Bodas de Ébano
67 anos - Bodas de Neve
68 anos - Bodas de Chumbo
69 anos - Bodas de Mercúrio
70 anos - Bodas de Vinho
75 anos - Bodas de Brilhante ou Alabastre
80 anos -Bodas de Nogueira ou Carvalho
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Estamos todos no Inferno!

Estamos todos no inferno
Entrevista ao Jornal O GLOBO por "Marcola"
Arnaldo Jabor jornalista e cineasta
- Você é do PCC?
- Mais que isso, sou um sinal de novos tempos. Era pobre e invisível... Vocês nunca me olharam durante décadas... E antigamente era mole resolver o problema da miséria... O diagnóstico era óbvio: migração rural, desnível de renda, poucas favelas, ralas periferias... A solução é que nunca vinha... Que fizeram? Nada. O governo federal alguma vez alocou uma verba para nós? Só aparecíamos nos desabamentos no morro ou nas músicas românticas sobre a "beleza dos morros ao amanhecer", essas coisas... Agora, estamos ricos com a multinacional do pó. E vocês estão morrendo de medo... Somos o início tardio de vossa consciência social... Viu? Sou culto... Leio Dante na prisão... - Mas...a solução seria... - Solução? Não há mais solução, cara... A própria idéia de "solução" já é um erro. Já olhou o tamanho das 560 favelas do Rio? Já andou de helicóptero por cima da periferia de São Paulo? Solução como? Só viria com muitos bilhões de dólares gastos organizadamente, com um governante de alto nível, uma imensa vontade política, crescimento econômico, revolução na educação, urbanização geral; e tudo teria de ser sob a batuta quase que de uma "tirania esclarecida", que pulasse por cima da paralisia burocrática secular, que passasse por cima do Legislativo cúmplice (ou você acha que os 287 sanguessugas vão agir?; se bobear, vão roubar até o PCC...) e do Judiciário que impede punições. Teria de haver uma reforma radical do processo penal do País, teria de haver comunicação e inteligência entre polícias municipais, estaduais e federais (fazer até conference calls entre presídios...) E tudo isso custaria bilhões de dólares e implicaria uma mudança psicossocial profunda na estrutura política do País. Ou seja: é impossível.
Não há solução.
- Você não tem medo de morrer?
- Vocês é que têm medo de morrer, eu não. Aliás, aqui na cadeia vocês não podem entrar e me matar...mas eu posso mandar matar vocês lá fora... Somos homens-bomba.
Na favela tem 100 mil homens-bomba... Estamos no centro do "Insolúvel", mesmo... Vocês no bem e eu no mal e, no meio, a fronteira da morte, a única fronteira.
Já somos uma outra espécie, já somos outros bichos, diferentes de vocês. A morte para vocês é um drama cristão numa cama, no ataque do coração... A morte para nós é o "presunto" diário, desovado numa vala...
Vocês intelectuais não falavam em "luta de classes", em "seja marginal seja herói"?
Pois é: chegamos, somos nós! Há há... Vocês nunca esperavam esses guerreiros do pó, né?
Sou inteligente. Leio, li 3 mil livros e leio Dante...mas meus soldados todos são estranhas anomalias do desenvolvimento torto deste País. Não há mais proletários, ou infelizes ou explorados. Há uma terceira coisa crescendo aí fora, cultivado na lama, se educando no absoluto analfabetismo, se diplomando nas cadeias, como um monstro Alien escondido nas brechas da cidade.
Já surgiu uma nova linguagem. Vocês não ouvem as gravações feita "com autorização da Justiça"? Pois é. É outra língua. Estamos diante de uma espécie de pós-miséria. Isso. A pós-miséria gera uma nova cultura assassina, ajudada pela tecnologia, satélites, celulares, internet, armas modernas. É a merda com chips, com megabytes. Meus comandados são uma mutação da espécie social, são fungos de um grande erro sujo.
- O que mudou nas periferias?
- Grana. A gente hoje tem. Você acha que quem tem 40 milhões de dólares como o Beira-mar não manda? Com 40 milhões a prisão é um hotel, um escritório... Qual a polícia que vai queimar essa mina de ouro, ta ligado? Somos uma empresa moderna, rica. Se funcionário vacila, é despedido e jogado no "microondas... há,há... Vocês são o Estado quebrado, dominado por incompetentes. Temos métodos ágeis de gestão. Vocês são lentos e burocráticos. Lutamos em terreno próprio. Vocês em terra estranha. Não tememos a morte. Vocês morrem de medo. Somos bem armados.
Vocês vão de "três oitão".
Estamos no ataque. Vocês na defesa.
Vocês têm mania de humanismo. Nós somos cruéis, sem piedade.
Vocês nos transformam em superstars do crime. Fazemos vocês de palhaços.
Somos ajudados pela população das favelas, por medo ou por amor.
Vocês são odiados. Vocês são regionais, provincianos.
Nossas armas e produto vêm de fora; somos globais. Não nos esquecemos de vocês; são nossos fregueses. Vocês nos esquecem assim que passa o surto de violência.
- Mas o que devemos fazer?
- Vou dar um toque, mesmo contra mim.
Peguem os barões do pó! Tem deputado, senador, tem generais, tem até ex-presidentes do Paraguai nas paradas de cocaína e armas. Mas quem vai fazer isso? O Exército? Com que grana? Não tem dinheiro nem para o rancho dos recrutas... O País está quebrado, sustentando um Estado morto a juros de 20% ao ano, e o Lula ainda aumenta os gastos públicos, empregando 40 mil picaretas. O Exército vai lutar contra o PCC e o CV? Estou lendo o Klausewitz, "Sobre a Guerra". Não há perspectiva de êxito... Somos formigas devoradoras, escondidas nas brechas... A gente já tem até foguete antitanques... Se bobear, vão rolar uns Stingers aí... Pra acabar com a gente, só jogando bomba atômica nas favelas... Aliás, a gente acaba arranjando também "umazinha" daquelas bombas sujas mesmo...
Já pensou? Ipanema radioativa?
- Mas...não haveria solução?
- Vocês só podem chegar a algum sucesso se desistirem de defender a "normalidade". Não há mais normalidade alguma. Vocês precisam fazer uma autocrítica da própria incompetência.
Mas vou ser franco...na boa...na moral... Estamos todos no centro do "Insolúvel".
Só que nós vivemos dele e vocês...não têm saída. Só a merda. E nós já trabalhamos dentro dela.
Olha aqui, mano, não há solução. Sabem por quê?
Porque vocês não entendem nem a extensão do problema.
Como escreveu o divino Dante:
"Lasciate ogni speranza voi che entrate! "
"Percam todas as esperanças. Estamos todos no inferno."
Entrevista ao Jornal O GLOBO por "Marcola"
Arnaldo Jabor jornalista e cineasta
- Você é do PCC?
- Mais que isso, sou um sinal de novos tempos. Era pobre e invisível... Vocês nunca me olharam durante décadas... E antigamente era mole resolver o problema da miséria... O diagnóstico era óbvio: migração rural, desnível de renda, poucas favelas, ralas periferias... A solução é que nunca vinha... Que fizeram? Nada. O governo federal alguma vez alocou uma verba para nós? Só aparecíamos nos desabamentos no morro ou nas músicas românticas sobre a "beleza dos morros ao amanhecer", essas coisas... Agora, estamos ricos com a multinacional do pó. E vocês estão morrendo de medo... Somos o início tardio de vossa consciência social... Viu? Sou culto... Leio Dante na prisão... - Mas...a solução seria... - Solução? Não há mais solução, cara... A própria idéia de "solução" já é um erro. Já olhou o tamanho das 560 favelas do Rio? Já andou de helicóptero por cima da periferia de São Paulo? Solução como? Só viria com muitos bilhões de dólares gastos organizadamente, com um governante de alto nível, uma imensa vontade política, crescimento econômico, revolução na educação, urbanização geral; e tudo teria de ser sob a batuta quase que de uma "tirania esclarecida", que pulasse por cima da paralisia burocrática secular, que passasse por cima do Legislativo cúmplice (ou você acha que os 287 sanguessugas vão agir?; se bobear, vão roubar até o PCC...) e do Judiciário que impede punições. Teria de haver uma reforma radical do processo penal do País, teria de haver comunicação e inteligência entre polícias municipais, estaduais e federais (fazer até conference calls entre presídios...) E tudo isso custaria bilhões de dólares e implicaria uma mudança psicossocial profunda na estrutura política do País. Ou seja: é impossível.
Não há solução.
- Você não tem medo de morrer?
- Vocês é que têm medo de morrer, eu não. Aliás, aqui na cadeia vocês não podem entrar e me matar...mas eu posso mandar matar vocês lá fora... Somos homens-bomba.
Na favela tem 100 mil homens-bomba... Estamos no centro do "Insolúvel", mesmo... Vocês no bem e eu no mal e, no meio, a fronteira da morte, a única fronteira.
Já somos uma outra espécie, já somos outros bichos, diferentes de vocês. A morte para vocês é um drama cristão numa cama, no ataque do coração... A morte para nós é o "presunto" diário, desovado numa vala...
Vocês intelectuais não falavam em "luta de classes", em "seja marginal seja herói"?
Pois é: chegamos, somos nós! Há há... Vocês nunca esperavam esses guerreiros do pó, né?
Sou inteligente. Leio, li 3 mil livros e leio Dante...mas meus soldados todos são estranhas anomalias do desenvolvimento torto deste País. Não há mais proletários, ou infelizes ou explorados. Há uma terceira coisa crescendo aí fora, cultivado na lama, se educando no absoluto analfabetismo, se diplomando nas cadeias, como um monstro Alien escondido nas brechas da cidade.
Já surgiu uma nova linguagem. Vocês não ouvem as gravações feita "com autorização da Justiça"? Pois é. É outra língua. Estamos diante de uma espécie de pós-miséria. Isso. A pós-miséria gera uma nova cultura assassina, ajudada pela tecnologia, satélites, celulares, internet, armas modernas. É a merda com chips, com megabytes. Meus comandados são uma mutação da espécie social, são fungos de um grande erro sujo.
- O que mudou nas periferias?
- Grana. A gente hoje tem. Você acha que quem tem 40 milhões de dólares como o Beira-mar não manda? Com 40 milhões a prisão é um hotel, um escritório... Qual a polícia que vai queimar essa mina de ouro, ta ligado? Somos uma empresa moderna, rica. Se funcionário vacila, é despedido e jogado no "microondas... há,há... Vocês são o Estado quebrado, dominado por incompetentes. Temos métodos ágeis de gestão. Vocês são lentos e burocráticos. Lutamos em terreno próprio. Vocês em terra estranha. Não tememos a morte. Vocês morrem de medo. Somos bem armados.
Vocês vão de "três oitão".
Estamos no ataque. Vocês na defesa.
Vocês têm mania de humanismo. Nós somos cruéis, sem piedade.
Vocês nos transformam em superstars do crime. Fazemos vocês de palhaços.
Somos ajudados pela população das favelas, por medo ou por amor.
Vocês são odiados. Vocês são regionais, provincianos.
Nossas armas e produto vêm de fora; somos globais. Não nos esquecemos de vocês; são nossos fregueses. Vocês nos esquecem assim que passa o surto de violência.
- Mas o que devemos fazer?
- Vou dar um toque, mesmo contra mim.
Peguem os barões do pó! Tem deputado, senador, tem generais, tem até ex-presidentes do Paraguai nas paradas de cocaína e armas. Mas quem vai fazer isso? O Exército? Com que grana? Não tem dinheiro nem para o rancho dos recrutas... O País está quebrado, sustentando um Estado morto a juros de 20% ao ano, e o Lula ainda aumenta os gastos públicos, empregando 40 mil picaretas. O Exército vai lutar contra o PCC e o CV? Estou lendo o Klausewitz, "Sobre a Guerra". Não há perspectiva de êxito... Somos formigas devoradoras, escondidas nas brechas... A gente já tem até foguete antitanques... Se bobear, vão rolar uns Stingers aí... Pra acabar com a gente, só jogando bomba atômica nas favelas... Aliás, a gente acaba arranjando também "umazinha" daquelas bombas sujas mesmo...
Já pensou? Ipanema radioativa?
- Mas...não haveria solução?
- Vocês só podem chegar a algum sucesso se desistirem de defender a "normalidade". Não há mais normalidade alguma. Vocês precisam fazer uma autocrítica da própria incompetência.
Mas vou ser franco...na boa...na moral... Estamos todos no centro do "Insolúvel".
Só que nós vivemos dele e vocês...não têm saída. Só a merda. E nós já trabalhamos dentro dela.
Olha aqui, mano, não há solução. Sabem por quê?
Porque vocês não entendem nem a extensão do problema.
Como escreveu o divino Dante:
"Lasciate ogni speranza voi che entrate! "
"Percam todas as esperanças. Estamos todos no inferno."
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